segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Nós, as mulheres…

Nascia-se assim devagar, no meio da natureza inebriante… Adão e Eva.


Deus, lá do alto, contemplava a sua criação. Que futuro os esperava? Dizem, mas sem convicção que a Mulher fez o seu destino.

A memória desse tempo tropeça e vacilante se impõe trazida pelos nossos antepassados.

A herança do passado consolida-se na sua identidade, recôndita no seu sentir, interiorizada como maldição imposta numa submissão aparente por vontade masculina.

Mulher/criança, livre de preconceitos.

Mulher/mãe – um filho sonhado sobre a transparência da água. Enquanto a infância sorri, o norte tem feitiço e a lua traz sonhos de futuros risonhos.

A Mulher amordaça a solidão, sede de amor, ambição desfeita. A voz trai a fragilidade de um sentir, como se esta fosse a primeira pedra; o lugar a habitar, o Amor.



- Assim te vejo, assim
Te quero
E louvo
E invoco

A Mulher

Se não fossem as mulheres que faríamos nós?
Não haveria
Arte nem artesanato.
Nem música
Nem amor
A sensualidade
Impressa em cada
Gota de suor
Em cada cor colorida
Na postura altiva
De emoções contidas
Vera Menezes, nesta exposição interiorizou todo o sentir feminino. Pôs a nu, através das cores, que já são a sua marca, as emoções, os sonhos…

É a beleza da Mulher, não estética, mas emocional. É a Mulher na sua plenitude; desde o procriar, amar.

Mostra como ser mulher é ser criadora do mundo; do ser humano… A vida com alma, a vida com cor, a vida com emoção.

Ser Mulher é acreditar que um anjo desceu à terra e coloriu o mundo de cor e emoção.

Lucília Gomes de Sousa

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